Gustave Klimt | Exposição “Atelier des Lumières” | Paris

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A exposição digital dedicada a Gustave Klimt no “Atelier des Lumiéres”.

O novo centro cultural parisiense dedicado à arte digital presta homenagem a Gustave Klimt no seu centenário.

Conheça mais no artigo de Jessica Panazzolo

A opulência de Gustav Klimt em uma exposição digital

Dourado. Talvez esta seja a referência mais forte que salta à mente quando pensamos em Gustav Klimt.

Ele consagrou a cor e a técnica de incluí-la em suas composições. Filho de ourives, nascido na Áustria, em 1862, unia em suas obras as belas-artes e o artesanato, bem como a cor do ouro que já corria em seu sangue.

Expoente do simbolismo, Klimt foi um dos grandes nomes da art noveau e influenciou a arte modernista, que viria depois dele. Fez oposição ao classicismo esbanjando extravagância em seus quadros, em especial nas roupas e adornos, deixando o realismo para os rostos e corpos.

Propôs novos ângulos e explorou a feminilidade, chocando a sociedade da época com a sensualidade e a erotização das mulheres em seus quadros.

O Beijo Gustav Klimt web

O Beijo – 1907-1908 – Obra emblemática da fase dourada de Klimt

 

O Retrato de Adele Gustave Klimt

Retrato de Adele Bloch-Bauer, de 1907

 

Para marcar 100 anos da morte do vienense, o Atelier des Lumières, mais novo centro cultural parisiense e único dedicado à arte digital, inaugurou uma exposição em sua homenagem. A mostra pretende levar o espectador a um mergulho no mundo imagético de Klimt, com projeções em teto, piso e imensas paredes do espaço.

Os curadores Gianfranco Iannuzzi, Renato Gatto e Massimiliano Siccardi  buscaram envolver todos os sentidos dos visitantes e, por isso, contaram também com a curadoria musical do italiano pianista e compositor italiano Luca Longobardi. A exposição digital, que também aborda artistas contemporâneos de Klimt, como Egon Schiele e Friedensreich Hundertwasser, fica em cartaz até dia 11 de novembro de 2018.

Retrato de Gustav Klimt por Egon Schiele

Gustav Klimt em sua túnica Azul, de Egon Schiele, 1912

 

Sobre o Atelier des Lumières

O centro de arte digital Atelier des Lumières possui cerca de 2.000 m² e foi construído em um local que já abrigou uma antiga fundição, que fornecia peças para indústria ferroviária e naval, entre os anos de 1835 e 1935.

 

Fundição atelier des lumieres web

Fundição Chemin-Vert, criada pelos irmãos Plichon. Fonte:Atelier des Lumières

 

Em 2013, Bruno Monnier, presidente da Culturespaces, empresa francesa de gestão cultural, redescobriu a fundição e enxergou o potencial daqueles longos salões para exposições de arte. Após 4 anos de longas reformas, o Atelier des Lumières abriu as portas em 2018 com o objetivo de oferecer exposições imersivas de grande porte. São mais de 120 projetores de vídeo e um sistema de som espacial.

O papel de um centro de arte é descompartimentar, e é por isso que o digital tem que tomar o seu lugar nas exposições do século XXI. Colocado a serviço da criação, torna-se um formidável vetor de difusão, capaz de criar pontes entre épocas, de vibrar as práticas artísticas entre elas, de amplificar as emoções, de tocar o maior número “,

explica Bruno Monnier.

Pode conhecer melhor Gustav Klimt na Análise da obra  Danaë, retratando o mito de Danaë, mãe de Perseu.

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