Património cultural inclusivo – Guia de boas práticas para a inclusão social

Património cultural inclusivo.

A inclusão social passa e define-se através do acesso de todos à cultura e ao património cultural. Partilhamos um Guia de boas práticas para a inclusão social em monumentos, palácios e museus publicado pela DGPC, Governo de Portugal.

A inclusão social

A inclusão social não se limita a eliminar barreiras físicas, embora sendo este um aspeto fundamental, mas também a tornar acessível a todos o processo de aprendizagem inerente à fruição do Património cultural.

Mas mais ainda, deve permitir a interação e colaboração de todos (visitantes e comunidade local) nos processos de salvaguarda do Património e de construção de espaços museológicos. O conceito de inclusão social está assim intimamente ligado aos de museologia social e ecomuseus.

A inclusão social nos museus e monumentos

Os públicos que visitam os monumentos, palácios e museus são muito diversificados. Têm necessidades específicas relacionadas com fatores como a sua nacionalidade, idade, condição de saúde, o seu contexto social, económico, cultural ou étnico e o seu perfil educativo.

 Em qualquer caso, é a qualidade da experiência vivida durante a visita que determinará na pessoa um impacto positivo ou negativo, marcante ou sem significado.


Para ser completa e marcante, a comunicação museológica e patrimonial deve apelar aos vários sentidos, para que cada um possa fruir a experiência da forma que mais lhe for conveniente. Pelo simples facto de se fazer apelo aos principais sentidos, temos em conta os diferentes estilos de aprendizagem, providenciando experiências válidas para visitantes que, por exemplo, dependem mais do que veem, do que ouvem ou do que tocam, para apreender o mundo que os cerca. Esta estratégia de comunicação multissensorial e multimodal propõe respeitar o ser humano de forma global, oferecendo-lhe múltiplas oportunidades de aprendizagem.


O Património deve ser vivido e apreendido de forma segura e confortável para que cada um possa integrar um novo conhecimento no conhecimento existente, vivenciando esse processo de aprendizagem de forma simples e agradável. Esse bem-estar tem, ao mesmo tempo, um caráter emocional que potencia a aquisição e a retenção do conhecimento. Sempre que uma visita é memorável, ela multiplica-se na forma de lembrança, recomendação ou mesmo num regresso ao local para novas experiências.

 
Em suma, pretendemos que os visitantes destes recursos turísticos e culturais possam ter uma experiência marcante que os transforme, também eles, em embaixadores da Cultura Portuguesa.

A inclusão social e a acessibilidade

Com este enquadramento em mente, pretendemos contribuir com este Guia para que, em Portugal, se implementem soluções de comunicação inclusiva, úteis a todas as pessoas. Se, em vez de ter uma postura intrusiva e impositiva, o prestador de serviços focar a sua atenção no visitante e optar por uma atitude pró-ativa, quem chega a um monumento, palácio ou museu encontrará alternativas que lhe permitirão fazer as suas escolhas e tomar decisões individuais.


Para prestar um serviço que vá ao encontro das expectativas de todos os públicos, incluindo aqueles com necessidades específicas, é necessário conhecer o seu perfil e as suas características.

Turismo cultural e inclusão social

O conceito de Turismo Patrimonial Acessível nasce da fusão das noções de Turismo Cultural, Turismo Acessível e Turismo para Todos, enquanto coloca o enfoque na visita turística a monumentos, palácios e museus, que são espaços culturais de caráter patrimonial.

 
Este conceito enquadra-se na questão mais abrangente das necessidades decorrentes da diversidade humana. Quando falamos em acessibilidade para todos pensamos logo em pessoas com deficiência ou incapacidade. Mas atualmente a palavra tem um contexto mais alargado em que se incluem pessoas de diferentes idades (da primeira infância à idade maior), com perfis linguísticos e culturais diversos e com diferentes competências ou necessidades específicas. 

O que está em causa é a capacidade de cada um de nós participar em todos os aspetos da vida em sociedade. O acesso à herança patrimonial e à cultura de um povo é um direito que assiste a toda a pessoa enquanto ser social, localizado num momento e espaço da história da humanidade.

O Guia de Boas práticas

No guia de boas práticas que poderá descarregar em formato Pdf são sistematizadas práticas para  a inclusão social e acesso ao Património cultural relacionadas com as acessibilidades físicas mas igualmente com os processos de comunicação.

Aprenda mais sobre Museologia e Património

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