Roubo de quadros de van Gogh | mais um quadro roubado na Holanda

Com alguma frequência o roubo de quadros de van Gogh é notícia. Os roubos ocorrem em Museus altamente organizados e com sofisticados sistemas de segurança. Esta 2ª feira mais uma obra foi roubada na Holanda, do Museu Singer Laren.

Neste artigo vamos olhar para alguns dos quadros de van Gogh que foram roubados e refletir sobre o interesse do crime organizado na “aquisição” de obras de arte através de golpes meticulosamente planeados.


 

Quadro de van Gogh é roubado na Holanda

Jardim da Primavera 2 quadros de Van Gogh

O pintor Vincent van Gogh, um dos principais nomes da arte moderna, nasceu no dia 30 de março de 1853.

Conhecido especialmente por seus girassóis amarelos e por suas noites estreladas, van Gogh se tornou assunto novamente desde a noite dessa segunda feira – curiosamente, exatos 167 anos depois: a obra Jardim da Primavera, de autoria do produzida em 1884, foi roubada do Museu Singer Laren, na Holanda. A obra retrata o jardim de um presbitério em Nuenem.

Segundo informações da polícia, ladrões arrombaram a porta da frente do museu por volta das 3h15 (horário local), e uma investigação já foi aberta.

Talvez não seja preciso dizer, mas vale lembrar que os museus holandeses estão fechados desde o dia 12 de março, em função da pandemia do COVID-19, o que pode ter facilitado a ação criminosa. O museu não divulgou o valor do quadro.

Essa não é a primeira vez que o pintor holandês tem uma de suas obras roubadas.

Outros roubos de quadros de van Gogh

Em uma madrugada de 2002, ladrões entraram pelo telhado do Museu Van Gogh, em Amsterdã, na Holanda, e saíram de lá com duas obras do pintor:

Vista Marinha de Scheveningen

Vista Marinha de Scheveningen

e

Congregação Deixando a Igreja Reformada em Nuenen,

Congregation Leaving the Reformed Church in Nuenen

avaliadas em mais de trinta milhões de dólares.

Apesar de o museu contar com um sistema de segurança que na época já incluía infra-vermelho, alarmes e câmeras de video, os ladrões não foram detectados por elas.

Na manhã do roubo, os investigadores encontraram uma janela quebrada, uma corda e uma escada a poucos metros dali.

A recuperação dos 2 quadros de van Gogh

Após o crime, amostras de DNA encontradas no local apontaram para dois suspeitos, que chegaram inclusive a cumprir mais de quatro anos de prisão, mas que nunca chegaram a confessar sua culpa. Quatorze anos depois, quando a instituição nem esperava mais recuperar as obras, as autoridades holandesas, em conjunto com a polícia italiana, recuperaram as duas obras, que estavam em poder da máfia napolitana.

O interesse do crime organizado em quadros de van Gogh

Não é de surpreender o interesse do crime organizado na “aquisição” de obras de arte, visto que um quadro pode ser mais valioso que outros objetos e mais simples de ser transportado.

As obras podem ser usadas como uma moeda de troca, e desde 1960 se tem visto o interesse de grupos mafiosos por pinturas.

O roubo ao Museu Van Gogh figurou na lista de 10 maiores crimes de arte do FBI.

Vista Marinha de Scheveningen  foi pintado em 1882 e mostra uma praia perto da Haia, sendo uma das duas cenas marinhas feitas pelo pintor na Holanda. A obra apresenta as características da fase inicial do artista, que começara a pintar um ano antes, e que estava em Haia, onde começou a testar o método de espalhar a tinta, raspá-la e em seguida trabalhar na tela com o pincel. Congregação Deixando a Igreja Reformada em Nuenen foi produzida em 1884 e mostra a igreja onde o pai do artista era pastor.


Van Gogh é considerado um dos pintores mais importantes do movimento pós-impressionista, e da arte, de modo geral, e o museu que leva seu nome – e de onde as peças foram roubadas – é o que possui o maior acervo de suas obras no mundo.


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Rute-Ferreira

Rute Ferreira

Sou professora de Arte, com formação em Teatro, História da Arte e Museologia. Também sou especialista em Educação à Distância e atuo na educação básica. Escrevo regularmente no blog do Citaliarestauro.com e na Dailyartmagazine.com.  Acredito firmemente que a história da arte é a verdadeira história da humanidade.

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