Paul Gauguin | o sintetismo

Paul Gauguin enquadra-se – no âmbito dos estudos de história da arte – no movimento pós impressionista.

Este movimento constitui-se por um conjunto de artistas mais ou menos singularizados pelas suas técnicas muito próprias, e com ideias que iniciam uma divergência em relação ao tradicional, encetada pelo Impressionismo. Todavia, apesar de derivantes deste, estes artistas não se enquadram exatamente no alinhamento de ideias do Impressionismo, existindo várias derivações.

Vamos conhecer Paul Gauguin no artigo de Yolanda Silva, curso online Pós Impressionismo


Significados simbólicos e muito pessoais são muito importantes para artistas como Paul Gauguin e Vincent Van Gogh.

Rejeitando o interesse em apenas registar o mundo observado. Estes observavam os objetos e as cenas mediante as suas memórias e emoções, de modo a relacionar-se com o observador a um nível mais profundo.

O sintetismo

No Outono de 1888, Van Gogh e Gauguin partilhavam um pequeno apartamento e um estúdio em Arles, no sul da França.

Durante esta temporada, os dois artistas criaram um relacionamento tumultuoso, mas mutuamente benéfico. Apesar de partilharem o interesse em conteúdos simbólicos e imagens abstraídas da sua aparência natural, Gauguin foi mais além com estas ideias, desenvolvendo uma teoria à qual chamou Sintetismo.

Segundo os princípios do Sintetismo, a forma visual final é determinada por uma síntese dos seguintes elementos:

  • a aparência externa da forma natural,
  • os sentimentos do artista
  • e as considerações estéticas de cor, linha e forma.

Paul Gauguin Natureza-morta com perfil de Laval (1886)

Natureza-morta com perfil de Laval (1886), Paul Gauguin (Museu de Arte de Indianapolis, EUA). 

 

Tal como Van Gogh, também Gauguin procurou explorar as qualidades da cor, como modo de expressão. Concretizando na sua pintura uma mistura de várias influências, gerou o Sintetismo.

Paul Gauguin

No seu trabalho, Gauguin descarta os sombreados, a modelagem e a perspetiva vinda de um único ponto e usa a cor pura, linhas fortes e uma bidimensionalidade plana para provocar um maior impacto emocional.

Estas obras derivavam da sua própria memória e imaginação – o que expressava a forte ligação com o tema explorado, quer fosse este inspirado na religião, literatura ou mitologia.

Em 1903, diz que «Deus não está com o erudito, com o lógico, está com os poetas que sonham».

Para Paul Gauguin, a cor, a forma, a pintura – tudo tinha de ter um significado, uma magia própria; e será por isso que tantas vezes o vemos escolher motivos religiosos e a criar cenários de misticismo e de significados profundos.


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