Porque são os vinhos portugueses tão diferenciados? Conheça as 6 caraterísticas distintivas.

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Os vinhos portugueses distinguem-se dos vinhos de outros países pelo seguinte:

  1. Tipos de vinho
  2. Número de castas
  3. Técnica do lote
  4. Misturas de castas
  5. Pisa a pé
  6. Extensão de vinha

Com a ajuda da Paula Thomas, autora do curso Vinho Português – uma visita guiada, vamos entender em que consistem estes 6 fatores distintivos dos vinhos portugueses.

1 – Tipos de vinhos portugueses

Em Portugal denominamos os vinhos como tranquilos, efervescentes e fortificados.

Os vinhos tranquilos são aqueles que comummente apelidamos vinhos de mesa. Podem ser brancos, rosés, ou tintos. Por exemplo, um vinho tinto encorpado do Douro. A sua apreciação faz-se à mesa ou fora dela.

vinhos portugueses douro

Vinho do Douro

 

Mas também temos vinhos efervescentes, aqueles com gás ou bolhas. É o caso dos espumantes que usamos tanto para acompanhar o bolo de aniversário.

vinhos portugueses efervecenstes

Vinho espumante

 

Já os fortificados são aqueles vinhos de sabor doce cuja fermentação é interrompida pela adição de aguardente vínica.

Em Portugal temos 5, a saber:

  • vinhos do Porto,
  • Madeira,
  • Carcavelos,
  • Moscatel de Setúbal,
  • Moscatel do Douro.
Vinhos portugueses Porto

Vinho do Porto

2 – Número de castas

vinhos portugueses curso onlineNo nosso território é autorizada a plantação de mais de 350 castas sendo que aproximadamente 250 destas são indígenas, isto é, autóctones.

A Itália possui mais castas indígenas do que nós, ocupando a primeira posição. Nós estamos em segundo com muito orgulho. Gostamos do que é nosso.

A dificuldade é reconhecê-las pelos nomes corretos… Pois, é que uma casta pode ter vários nomes. Exemplo disso é a casta tinta roriz – assim chamada no Douro – mas que no Alentejo adota o nome de aragonês. Corresponde à casta espanhola tempranillo.

Há mais casos do género mas felizmente muitas castas possuem uma só denominação.

3 – Lote ou corte

Outra característica dos vinhos portugueses é o lote ou corte.

Significa simplesmente que em vez de fazermos vinho com uma só variedade de uva, usamos várias, às vezes muitíssimas.

O habitual em Portugal é juntarmos várias castas para a produção de um vinho. Da diversidade e da singularidade de cada casta, aliada à inovação do enólogo, resulta um grande vinho!

De lote, claro pois vai-se buscar a cada casta o que ela tem de melhor.

Por exemplo, a touriga nacional tem um enorme potencial de envelhecimento, a tinta roriz confere corpo ao vinho, a alicante bouschet dá cor, a arinto é conhecida pela sua acidez, etc.

4 – Misturas de castas

Algo também muito comum, para além de misturarmos castas, é misturarmos as cores.

Não é raro encontrarmos na mesma vinha uva branca misturada com uva tinta.

Ainda hoje muitos produtores não sabem bem que cepas têm plantadas pois os estudos endémicos custam caro.

Atualmente as cepas são plantadas por cor e por castas, tudo está perfeitamente ordenado e distribuído mas já percebemos que no passado nem sempre foi assim.

5 – Pisa a pé

A pisa a pé em lagares é uma tradição muito antiga.

Alguns enólogos continuam-na por considerarem que os pés esmagam as uvas mais suavemente do que as máquinas embora algumas também tenham movimentos menos impactantes.

Esta tradição, que não existe somente em Portugal, está há alguns anos na moda. Por altura das vindimas, é frequente as quintas organizarem programas em que os turistas participam na apanha da uva, no esmagamento desta com os pés, na prova do sumo, etc.

Esta é uma forma de enoturismo que permite ao proprietário arrecadar receita sem ser única e exclusivamente da venda de garrafas.

Vinhos portugueses Pisa a pé

6 – Extensão da vinha

Finalmente, uma outra caraterística dos vinhos portugueses é que há vinha em todo o território nacional, de Norte a Sul, de Este a Oeste, e arquipélagos da Madeira e dos Açores.

Pode até distinguir-se os vinhos de montanha e vales, caso do Douro, vinhos atlânticos como os provenientes da Bairrada e os vinhos do Sul de que o Algarve faz parte.

Estas denominações foram criadas pelo conhecido enólogo Aníbal Coutinho.

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