A revolução industrial e a arquitetura do ferro

A arquitetura europeia do século XIX foi profundamente influenciada pela revolução industrial .

Com o rápido desenvolvimento da indústria, dos transportes e da comunicação, como o comboio, o automóvel, o telégrafo e o telefone, o mundo tornou-se mais pequeno e o século XIX ficou ligado à industrialização, ao crescimento urbano e à explosão demográfica sofrida numa época prospera, marcada também pela eletricidade.

Por Diana Ferreira, cursos online Guias de Tesouros Arquitetónicos.

A revolução industrial

Em meados do século XVIII, surge a Revolução Industrial em Inglaterra, período em que se dá a substituição da mão-de-obra pela máquina na produção de materiais que trouxeram novas formas à arquitetura.

O primeiro caminho-de-ferro para transporte de mercadorias foi inaugurado em 1825, no norte de Inglaterra, e mais tarde abriram muitos outros para diferentes países da Europa. A invenção do comboio e do barco a vapor permitiu aproximar distâncias e aumentar o intercâmbio entre povos e culturas, possibilitando uma divulgação mais rápida das notícias, assim como o transporte de passageiros e toneladas de matéria-prima como o ferro, o carvão e a madeira, entre grandes distâncias e em menos tempo.

Novos tipos de construção

Surgiu então a necessidade de construção de novas tipologias arquitetónicas típicas da época.Paris

Uma nova era exigia a construção de estações de caminhos-de-ferro, hotéis, túneis, fábricas, armazéns, mercados, alfandegas, estufas, silos, pavilhões para exposições e pontes que aguentassem cargas pesadas.

A revolução industrial levou à inevitável fuga dos trabalhadores da área da agricultura e do artesanato para as fábricas urbanas, dá-se um aumento da densidade populacional das cidades em poucas décadas. (…) Com o crescimento demográfico, o insuficiente espaço habitacional e as vantagens do ferro, optou-se por construir em altura.

Novos materiais

A utilização dos novos materiais despertou uma arte que projetou para primeiro plano os engenheiros, que utilizavam produtos pré-fabricados e materiais como o betão, o aço, e principalmente o ferro e lâminas de vidro, cada vez maiores possibilitando grandes janelas, arrojadas cúpulas de vidro, e consequentemente, espaços interiores mais iluminados.

O ferro suporta 4 a 40 vezes mais pressão que a pedra e tem um peso bastante menor, com a vantagem de se adaptar a qualquer forma e de não precisar de tantos apoios, aumentando o espaço de circulação. Com ele as paredes puderam ser bastante reduzidas na espessura.

Exemplos da arquitetura do ferro

Em meados do século XVIII, surge a Revolução Industrial em Inglaterra, período em que se dá a substituição da mão-de-obra pela máquina na produção de materiais que trouxeram novas formas à arquitetura. As tarefas manuais realizadas com lentidão e esforço foram substituídas por mecanismos, mais rápidos e económicos, tornando os materiais de construção mais acessíveis em quantidade e preço e conduzindo à construção modular com elementos pré-fabricados e estandardizados, diminuindo também o tempo de construção e montagem. O primeiro caminho-de-ferro para transporte de mercadorias foi inaugurado em 1825, no norte de Inglaterra, e mais tarde abriram muitos outros para diferentes países da Europa. A invenção do comboio e do barco a vapor permitiu aproximar distâncias e aumentar o intercâmbio entre povos e culturas, possibilitando uma divulgação mais rápida das notícias, assim como o transporte de passageiros e toneladas de matéria-prima como o ferro, o carvão e a madeira, entre grandes distâncias e em menos tempo. Pela primeira vez foi possível erguer edifícios de tijolo em zonas onde não existia argila. Arquitetos e engenheiros aproveitavam também os novos transportes e moviam-se para levarem os seus projetos e ideias a outros destinos. Surgiu então a necessidade de construção de novas tipologias arquitetónicas típicas da época. Uma nova era exigia a construção de estações de caminhos-de-ferro, hotéis, túneis, fábricas, armazéns, mercados, alfandegas, estufas, silos, pavilhões para exposições e pontes que aguentassem cargas pesadas. Com a inevitável fuga dos trabalhadores da área da agricultura e do artesanato para as fábricas urbanas, dá-se um aumento da densidade populacional das cidades em poucas décadas. A produção mecânica, mais rápida e batata, obriga artífices a fechar oficinas e a dirigirem-se para as cidades para trabalharem em fábricas. As metrópoles à medida que se expandiam, precisavam de novas casas para instalar os operários. Com o crescimento demográfico, o insuficiente espaço habitacional e as vantagens do ferro, optaram por construir em altura. A utilização dos novos materiais despertou uma arte que projetou para primeiro plano os engenheiros, que utilizavam produtos pré-fabricados e materiais como o betão, o aço, e principalmente o ferro e lâminas de vidro, cada vez maiores possibilitando grandes janelas, arrojadas cúpulas de vidro, e consequentemente, espaços interiores mais iluminados. O ferro suporta 4 a 40 vezes mais pressão que a pedra e tem um peso bastante menor, com a vantagem de se adaptar a qualquer forma e de não precisar de tantos apoios, aumentando o espaço de circulação. Com ele as paredes puderam ser bastante reduzidas na espessura. O ferro já tinha sido utilizado como material de construção e em pormenores decorativos, mas o seu preço era um obstáculo, paulatinamente começou a entrar na construção de pontes e edifícios públicos, atingindo preferências nesta época. A primeira estrutura industrial foi a Ponte de Ferro sobre o rio Severn, em 1775-1779 perto de Coalbrookdale, no centro de Inglaterra. A sua estética estava muito longe das formas arquitetónicas que nos tinham habituado, sendo o trabalho de engenheiros duramente criticado pelos arquitetos.primeira estrutura industrial foi a Ponte de Ferro sobre o rio Severn, em 1775-1779 perto de Coalbrookdale, no centro de Inglaterra. A sua estética estava muito longe das formas arquitetónicas que nos tinham habituado, sendo o trabalho de engenheiros duramente criticado pelos arquitetos.

Ponte de Ferro sobre o rio Severn (Iron Bridge)

https://pixabay.com/pt/ironbridge-shropshire-inglaterra-525858/

Vista geral de The Crystal Palace no Hyde Park, em 1851 Mais tarde, em 1851, Joseph Paxton aperfeiçoou este tipo de construção no Palácio de Cristal em Londres, um edifício completamente inovador erigido para a Primeira Exposição Mundial (exibições públicas sobre o progresso).

Vista geral de The Crystal Palace no Hyde Park, em 1851

Foi montada exclusivamente com elementos pré-fabricados, o que originou o seu tempo recorde de montagem de dezassete semanas e facilitou a sua desmontagem, para a armarem novamente, embora ligeiramente diferente, noutro localização em Londres, onde foi destruída posteriormente por um incêndio em 1936.

As primeiras estruturas tinham uma potencialidade estética revolucionária, bastante atrativa e despida, provida de leveza, transparência, tensão e fragilidade, mas afastavam-se muito das formas que a arquitetura nos tinha habituado. Consequentemente criaram-se opiniões fortemente contrastadas, negando-lhes o título de arquitetura, e considerando-as “construções utilitárias”.

Torre Eiffel elevadoresOutro exemplo, dos mais significativos da era industrial, foi a Torre Eiffel, muito criticada pelos parisienses e designada “a vergonha de Paris”, estando destinada a ser desmontada após a Exposição Mundial para a qual foi construída.

Torre Eiffel – Elevadores

No entanto, é hoje ainda um dos símbolos de Paris.


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