1887 | Inicio da construção da Torre Eiffel

Tour Eiffel cover

Os estudos para a construção da Torre Eiffel foram realizados pelos engenheiros Maurice Koechlin e Emile Nouguier e pelo arquiteto Stephen Sauvestre, que juntamente com uma grande equipa técnica, estiveram na frente do projeto liderado pelo engenheiro Eiffel.

As dificuldades técnicas

Pela primeira vez deveriam realizar uma construção com a estrutura de ferro à vista, mas o reputado engenheiro achava que uma obra com esta altura não poderia ser maciça para não correr o risco de colapso com o vento, tendo de ser permeável e feita com o mínimo de material e o máximo de altura.

Aliada à dificuldade do vento estava outra relacionada com a dilatação do ferro quando submetido às temperaturas do sol, o que lhe causa uma inclinação até oito centímetros na direção oposta ao calor. Em relação ao vento, a oscilação que se faz sentir no topo pode atingir no máximo os doze centímetros.

O maior obstáculo da construção, no entanto, foi a junção dos quatro pilares de suporte no primeiro piso e a união das peças colocadas ao milímetro a 50 metros de altura. A questão da pressão das forças também foi solucionada, conferindo à torre uma excecional leveza. Apesar das suas 10.100 toneladas, apenas exerce sobre o solo uma pressão de 4 kg/cm2, o equivalente à de um homem sentado numa cadeira.

A construção

Como sabemos, as dificuldades a nível da engenharia foram várias, mas a experiência de Eiffel nos seus cálculos e organização da obra ultrapassou-as. Todas as suas 18.038 peças pré-fabricadas foram numeradas e montadas no local com 2.5 milhões de rebites num brilhante puzzle aéreo realizado por 150 obreiros sem descanso (com 9 horas diárias de trabalho no inverno e 13 de verão). Este número apenas superou os 200 trabalhadores nas últimas semanas, onde após alcançarem os 200 metros de altura trabalharam em temperaturas que rondavam os -10ºC.

Foi edificada num tempo recorde de 2 anos, 2 meses e 5 dias, em que não houve nenhum acidente mortal durante as horas de trabalho, o que testemunha a organização da construção e a alta qualificação da mão-de-obra, permitindo ser inaugurada a 31 de março de 1889 e abrir as suas portas a 6 de maio do mesmo ano, a tempo da Exposição Universal.

A contestação

As dificuldades e problemas não ficaram por aqui. Antes da sua construção, a 14 de fevereiro 1887 uma carta de protesto escrita por nomes como Guy de Maupassant, Émile Zola e Charles Garnier (o arquiteto da Ópera de Paris), foi publicada no jornal “Le Temps”:

“Nós, escritores, pintores, escultores e arquitetos, fervorosos apaixonados da, até à data, beleza incólume de Paris (…) protestamos contra a construção da desnecessária e colossal Torre Eiffel no coração da nossa capital (…). Para percebermos o que aí vem, imaginemos por uns instantes uma vertiginosa e ridícula torre que se eleva sobre Paris como uma gigantesca e sombria chaminé de uma fábrica, imaginemos a humilhação de todos os nossos monumentos, de todos os nossos edifícios encolhidos, a serem submergidos por este pesadelo.”

A pesar de todas as dificuldades e controvérsia, a Torre Eiffel é um marco da revolução industrial do século XIX e da engenharia. É hoje um dos monumentos mais conhecidos do mundo e o mais visitado, entre o património sem entrada livre, com mais de sete milhões de visitas anuais.

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