Museus bizarros – descubra 7 estranhas coleções do mundo

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Que tal conhecer um museu de cabelos? Ou um museu de macarrão instantâneo?

Sim, eles existem! Conheça alguns dos museus bizarros do mundo e as coleções estranhas que eles contém.

Artigo por Rute Ferreira, autora do curso online certificado Curadoria de Arte - Exposição.

Museu

Quando pensa em museu, qual a primeira coisa que vem à sua cabeça? Um clássico Museu de Arte com milhares de obras de arte dos grandes mestres da pintura e da escultura?

Museus, no entanto, são lugares de partilha e experiência, e além de tudo, podem ser muito divertidos.

Um museu de arte pode ser divertido, é claro, mas no texto de hoje eu quero ir um pouco mais além e te apresentar alguns dos museus bizarros do mundo e as suas estranhas coleções.

Vamos à lista de Museus bizarros ?

Museus bizarros 1 – Museu da Batata Frita, Bélgica

Eu amo batata frita, e aposto que muitos dos nossos leitores também. Mas o pessoal de Bruges, na Bélgica, ama tanto essa iguaria que resolveu criar um museu da batata frita!

Segundo o site do museu, a batata frita belga é tão característica do país como o chocolate pelo qual são famosos, então um museu da batata frita é certamente bem apropriado.

Museus Bizarros - Museu da Batata Frita

Museus Bizarros 2 – Cup Noodles Museum, Japão

Outro museu gastronômico que merece um destaque aqui é o Cup Noodles Museu, dedicado ao macarrão instantâneo e à marca Cup Noodles, além de também ser reservado à memória de Momofuku Ando, criador e presidente da Nissin.

Divertido e interativo, o museu combina exposições com workshops para os visitantes, além de possuir uma coleção de obras de arte moderna.

Museus Bizarros - Cup Noodles Museum

 

Museus bizarros 3 – Museus do Sexo

Museu do Sexo, nos Estados Unidos, pode parecer algo muito excitante, mas sua função é mais científica.

Trata-se de um espaço que procura não apenas narrar a sexualidade humana e suas constantes mudanças, como também preservar e apresentar a história, a evolução e o significado cultural da sexualidade humana.

Museus dedicados aos aspectos da nossa sexualidade são mais comuns do que se imagina, e no Brasil também existe um museu do sexo, na cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul.

O conhecido Museu de Amesterdão é outro dos exemplos.

Em Portugal o Musex – Museu Pedagógico do Sexo. É o primeiro museu sobre sexualidade dirigido a crianças, jovens e adultos, a missão do MUSEX é proporcionar conhecimento e reflexão sobre esta temática com base numa perspetiva pedagógica e através de expressões artísticas e conteúdos científicos.

Museus bizarros - Museu do sexo, Amesterdão

Museus bizarros 4 – Museu do Cabelo, Turquia

OK, esse é um dos museus que eu acho bem perturbador. Imagine entrar em uma sala cuja exposição é de cabelo humano, de mais de 16000 mulheres?

Mas a história por trás da criação do Avanos Hair Museum na verdade é bem romântica.

Ela começa com uma moça francesa em viagem à Capadócia nos anos 1980, que conhece Galip Belukçü, dono de uma oficina de cerâmica, e ambos vivem um romance.

Quando chega o dia de voltar pra casa, a moça corta um pedaço de seu cabelo e deixa como uma recordação para Galip na parede de sua oficina.

Ao ouvir a história, outras mulheres em visita ao ateliê fazem o mesmo, e com essa estranha coleção, o local se transforma em um museu.

Museus bizarros - Museu do cabelo

Não perca os 3 próximos Museus bizarros – no próximo talvez possa participar…

Museus bizarros 5 – Museu dos Relacionamentos Rompidos, Croácia

Ainda numa pegada romântica, conheça um museu reservado à memória dos relacionamentos terminados.

O museu foi idealizado por uma cineasta e um escultor, que ao terminarem um relacionamento de quatro anos, resolveram musealizar os objetos que os acompanharam como um casal.

As exposições do museu incluem hoje objetos doados por várias pessoas, e cada um contém uma breve descrição sobre sua origem.  E aí? Quantos objetos você conseguiria doar?

Mas os museus bizarros também já são virtuais. Pode participar através do site com fotos de objetos relacionados com relacionamentos terminados.

Museus Bizarros - Museu dos relacionamentos rompidos

Museus bizarros 6 – Museu dos Sapatos, Canadá

Bata Shoe Museum é um lugar totalmente dedicado aos sapatos.

Ele narra a história dos calçados ao longo do tempo, com exposições e publicações. São mais de quatro mil anos de histórias contados através de calçados!

Museus Bizarros - Museu dos sapatos

 

Museus bizarros 7 – Museu dos Toilets, Índia

O último museu dessa lista é o Museu dos Toilets, na Índia, dedicado aos banheiros e sanitários.

Foi criado em 1992 pelo Dr. Bindeshwar Pathak, um ativista social, fundador do Movimento Sulabh de Saneamento e Reforma Social.

Está sem dúvida entre os museus bizarros do mundo mas o seu objetivo é eminentemente social.

A finalidade ao estabelecer este museu foi destacar a necessidade de abordar os problemas do setor de saneamento no país.

Museus bizarros - Museu dos toilets


Serão realmente museus bizarros?

Esses são apenas alguns dos museus mais estranhos do mundo, e a lista na verdade é bem longa.

Preservar a memória da humanidade é um dos papéis dos museus, e isso inclui coisas que nem sempre são muito convencionais de estarem em uma exposição.

E o museu também é isso, afinal: um espaço inusitado e que se renova e reinventa, constantemente.

Muito para além das peças expostas os museus podem refletir os interesses de uma comunidade, a desmistificação de tabus, necessidades sociais e de saúde pública e histórias de amor e desamor.

Em qualquer caso tudo começa com uma ideia e um projeto.

Curadoria de arte – Exposição

Curso online certificado

No final do curso curadoria de arte os participantes ficarão a saber como organizar uma exposição de arte nas suas várias fases, desde o planeamento inicial até à avaliação:

  • o que é uma exposição;
  • qual a função e tarefas do curador de arte e da equipa de curadoria de arte ;
  • planear e programar uma exposição de arte;
  • realizar a montagem de uma exposição e a sua avaliação;
  • estabelecer os meios adequados para comunicar com os públicos;
  • entender as exposições na era digital.

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