O que era a mumificação no Antigo Egito

Neste artigo saiba o que era a mumificação no Antigo Egito. Qual o seu objetivo e significado. Como era realizada.

O objetivo da mumificação

processo de mumificação assumia grande importância no culto religioso egípcio, tido que era o meio de preservação do corpo.

A mumificação é uma técnica usada para preservar humanos e animais.

Os egípcios acreditavam que se tratava de um processo essencial para assegurar a passagem do morto para a outra vida, por isso, quando um egípcio morria, os embalsamadores recolhiam o corpo para um local próprio, onde procediam à mumificação.

O processo de mumificação

A primeira parte do processo era constituída essencialmente de orações cujo objectivo seria o de reanimar o morto. De seguida, o corpo era lavado, como forma de purificação.

A extração dos orgãos

O cérebro era retirado através de um gancho introduzido pelas vias nasais e os órgãos eram extraídos por um corte lateral no corpo. O coração seria o único a permanecer, porque se acreditava que era necessário para controlar o corpo na vida no outro mundo.

Os vasos canopos

mumificação vasos canoposOs órgãos eram conservados em sal natural e enrolados em linho, para depois serem colocados nos vasos canopos.

Geralmente em alabastro, cerâmica ou faiança, eram colocados na câmara funerária, com o sarcófago.

Uma vez que o corpo se encontrasse limpo, o seu interior era preenchido com sal natural (natrão) para secar. Também se passava sal no exterior com o mesmo fim.

Quando o corpo estivesse seco, era preenchido com palha de modo a restituir-lhe a sua forma original. Depois, era perfumado e envolto em bandas de linho.

A mumificação dos faraós

Sarcofago egipcio

Sarcófago de Mesrē. Madeira revestida, pintada e folheada a ouro, da XVIII dinastia egípcia (1550–1295 a.C.). Museu do Louvre

Porque era suposto ser devidamente reconhecido no Além, o morto usaria ainda uma máscara, geralmente feita em materiais preciosos, como ouro e lápis-lazúli (estes elementos representam respectivamente a carne e o cabelo dos deuses).

Tal como muitas vezes assistimos, os braços da múmia são cruzados sobre o peito, colocando numa mão um chicote e na outra o ceptro real (no caso dos faraós).

No túmulo, o sarcófago contendo a múmia seria rodeado por vários pertences da vida terrena e tudo aquilo que se considerasse que o morto necessitaria para a sua vida além da morte.

E, finalmente, o túmulo seria lacrado para que o morto pudesse fazer a sua passagem em paz, rumo ao reino de Osíris.


Yolanda Silva

Yolanda Silva

Tem formação em História da Arte (Faculdade de Letras da Universidade do Porto). O seu percurso levou-a a trabalhar no Arquivo Histórico Municipal do Porto e no Museu do ISEP, no âmbito do inventário e conservação de coleções de Fotografia. Andou pelo mundo dos antiquários e pelo turismo, até que se tornou formadora, dedicando-se às áreas de História da Arte, Iconografia e Conservação de Fotografia. Trabalha atualmente no Departamento de Cultura da Câmara Municipal do Porto, no âmbito do Património. Tem diversos trabalhos escritos / publicados nas áreas da História da Arte, Iconografia e Conservação.

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