Iconografia dos deuses egipcios

A religião do Antigo Egipto é politeísta e por isso são muitos os deuses egipcios quer ligados aos mitos da Cosmogonia quer ao dia a dia dos cidadãos egípcios que prestavam culto às divindades para conseguir favores de diversa ordem.

Fique a conhecer os principais deuses egipcios no artigo de Yolanda Silva | do curso online Antigo Egipto – Mitologia e Iconografia.

Contém um vídeo “Iconografia das Divindades”.

Fontes literárias

As principais fontes literárias para a iconografia das divindades egípcias são, como já referimos, os Textos Sagrados: «O Livro dos Mortos» e «Os Textos das Pirâmides»; e os próprios templos egípcios, ricos em representações divinas ajudam-nos a estabelecer um registo visual das divindades.

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Pormenor dos Textos da Pirâmide de Teti, em Saqqara.

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pyramid_text_Teti.jpg

 

Atum – Rá

A lista de divindades começa com Atum, também designado Atem ou Tem, e com Rá.

Atum é geralmente representado como um homem ostentando o toucado real ou a coroa dupla vermelha e brancaantigo egito dos reinos unificados do Alto e Baixo Egipto, como modo de reforçar a sua liderança no trono.

No Livro dos Mortos, é ainda representado como serpente, associado ao ciclo da renovação (a lenda conta que terá ascendido as águas do caos na aparência de uma serpente). Outras vezes, também pode surgir como um leão, um touro, um lagarto ou um gorila.

É uma das divindades mais referidas nos textos sagrados. A sua importância é evidenciada nos Textos da Pirâmides, onde é retratado como criador e pai dos reis.

Atum é uma deidade autocriada, ou seja, criou-se a si mesmo: emergiu do abismo de escuridão e água que existia antes da criação. Na sua solidão e a partir da energia do caos, criou os seus filhos, Shu e Tefnut.

Estas duas divindades primevas, ansiosas por conhecer os espaços que os circundavam, decidiram explorar as águas primordiais e desapareceram na escuridão. Atum enviou um mensageiro para os procurar – o olho de Rá. Uma lenda diz que das lágrimas de alegria derramadas quando do retorno dos seus filhos nasceram os primeiros humanos.

Atum era uma divindade solar, associada ao deus primário Rá, sendo Atum o sol da tarde e Rá o sol da manhã e do meio-dia.

, por sua vez, era igualmente representado numa variedade de formas, sendo a mais usual aquela de um homem com cabeça de falcão e um disco solar sobre a cabeça, em torno do qual está enrolada uma serpente.

Outras formas comuns são o Khepri (um homem com cabeça de besouro) ou um homem com cabeça de carneiro.

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Khepri numa pintura mural num túmulo no Vale dos Reis, em Luxor.

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Egypt.KV6.04.jpg

 

Há medida que os cultos de Atum e de Rá se popularizaram, as divindades foram fundidas, criando uma única divindade solar: Atum-Rá.

Os primeiros relatos desta fusão surgem nos Textos das Pirâmides da Vª dinastia. A crença mais popular coloca a criação de Atum-Rá no Império Novo, pela XVIIIª dinastia, em Tebas.

A Atum-Rá foi atribuído o título de «Rei dos deuses» e a figuração combinada de ambos deuses passa a ser a de um homem com cabeça de leão, olhos vermelhos e com um disco solar em torno da cabeça.

Iconografia e representações dos deuses egípcios

No vídeo seguinte pode ficar a conhecer a iconografia e representações dos principais deuses egipcios .


Para conhecer os diferentes aspectos da cultura religiosa do Antigo Egipto e dos deuses egípcios , desde os cultos locais aos funerários, passando pelo culto ao Faraó e a iconografia das principais divindades.

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