A arte contemporânea e o mercado de arte

É tênue a linha que separa a arte moderna da arte contemporânea , e até mesmo o conceito de contemporâneo por vezes se mostra frágil. Para fins didáticos – e é só para eles que serve essa divisão – a arte contemporânea tem início com o fim da Segunda Guerra Mundial, embora algumas ações, como os ready made de Duchamp já antecipassem o que viria a seguir.

Por: Rute Ferreira autora dos cursos online Mercado de Arte e Curadoria de Arte

Neste artigo vai poder ler sobre:

  • A arte contemporânea
  • A nova lógica do mercado de arte
  • A internet e a arte contemporânea
  • crowdfunding

A arte contemporânea

Pode-se dizer que a arte contemporânea possui um caráter essencialmente provocativo, que beira o incômodo em algumas situações.

Alinha-se ao contexto da globalização: não se faz mais uma arte com um fim apenas local e o acesso à internet torna tudo mais próximo – embora não necessariamente presente.

Também possui uma profunda ligação com temas sociais, talvez como nunca antes, mas o que chama atenção naMercado de Arte arte contemporânea é o alargamento de suas fronteiras.

Se com Duchamp o que era arte, de fato, foi questionado, com a arte contemporânea a pergunta se amplia e direciona em vários sentidos. Isso, obviamente, interfere em seu valor.

A nova lógica do mercado de arte

Alguns acontecimentos mudaram completamente a visão do processo mercadológico da arte.

Em 2008, por exemplo, o artista Damien Hirst subverteu a lógica que dizia que um artista não pode vender suas obras diretamente em leilão, mas deveria fazê-lo por meio de um marchand. Pois no outono daquele ano, Hirst vendeu quase todos os lotes de suas obras, totalizando mais de 100 milhões de libras, na Sotheby’s londrina.

Ele fez do mercado secundário de arte, o primário.

A internet e a arte contemporânea

De todo modo, o mercado contemporâneo mantém algumas estruturas anteriores. Um exemplo são as encomendas, hoje mais comuns do que em qualquer outra época da história graças, sobretudo, à internet.

Redes sociais tem sido aliadas do comércio das obras de arte, funcionando como verdadeiras plataformas para que artistas, de modo individual ou coletivo, mostrem e vendam seus trabalhos.

crowdfunding

Uma nova modalidade, que é fruto de nosso tempo e do crescimento da internet é o crowdfunding, que é um financiamento coletivo.

Funciona assim: o artista tem um projeto, mas não tem o capital para investir nesse projeto. Ele então se cadastra em uma plataforma decrowdfunding, explica a proposta e estipula uma meta. O valor correspondente à meta é então rateado por várias pessoas, usuários da internet, que se identificam com o projeto e estão dispostos a colaborar. Além de artistas, a ideia também vem fazendo sucesso entre criadores de softwares, pequenos empreendedores e até campanhas políticas.

É um mecenato coletivo.


Uma coisa é certa: nunca se produziu nem se comprou tanta arte como nas últimas duas décadas. Vídeos na internet e estudos sobre isso comprovam a veracidade dessa informação. Como a História vai lembrar disso posteriormente, não sabemos.

Mas estamos vivendo – estamos testemunhando – um dos períodos mais ricos da História da Arte. Em todos os sentidos.

 


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