Pablo Neruda | O poeta do mar e seu último porto | La Chascona

Pablo Neruda | 12 de Julho de 1904 – 23 de Setembro 1973

La Chascona fica em Santiago e foi feita, em 1953, para a terceira mulher de Pablo Neruda.  Ele mudou-se para lá em 1955 e aí viveu com Matilde até 1973, quando faleceu.

Conheça o último porto de Pablo Neruda no artigo de Jessica Panazzolo

O poeta do mar e seu último porto

Parral não tem mar. Ironicamente, seria de um dos descendentes da província de Linares, no Chile, o título de “O Poeta do Mar”.

Ricardo Neftalí Reyes Basoalto nasceu em 12 de Julho de 1904, filho de um ferroviário que não queria um artista na família. Por isso, aos 17 anos, o jovem Ricardo assumiu o pseudônimo que o tornaria conhecido no mundo todo e cuja obra seria consagrada com o Prêmio Nobel de Literatura de 1971: Pablo Neruda.

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A origem da escolha do novo nome não é certa. O fato é que Neruda era um homem de paixões, desde o mar até as mulheres e o amor, propriamente dito. E o escritor transbordava seus afetos, seja em suas obras, tornando-as universais, seja em suas casas.

Ao longo da vida, Neruda construiu três casas no Chile: em Valparaíso, em Isla Negra e em Santiago. Todas em formato de barcos. Cada uma para uma esposa.

 

La Chascona

La Chascona fica em Santiago e foi feita, em 1953, para a terceira mulher de Neruda, Matilde Urrutia.

Tem este nome em homenagem ao apelido que o poeta deu à amada devido a seus cabelos vermelhos abundantes e despenteados. Ele mudou-se para lá 1955, ao separar-se da segunda esposa, e viveu com Matilde até 1973, quando faleceu.

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Pablo Neruda e Matilde Urrutia. Fotógrafo desconhecido

Matilde Urrutia por Diego Riveraweb

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                     Retrato de Matilde Urrutia feito por Diego Rivera.

Nas ondas do cabelo de Matilde, aparece o perfil de Neruda

 

Construída sem um projeto único para todos os cômodos e localizada em um terreno íngreme, é dividida em três partes, cheia de escadas e espaços recordados e arredondados.

O teto é baixo e a sensação é mesmo de estar dentro de um barco, com escotilhas e móveis retirados de embarcações espalhados pelos cômodos.

A visita é facilitada por áudio guias, que indicam os detalhes e as histórias de cada canto e cada objeto, como o barzinho trazido de um bistrô parisiense, a biblioteca com mais de 9 mil livros ou os quadros de Diego Rivera, Frida Kahlo, Carybé, Miró e o mestre Picasso.

Para coroar a incursão, o visitante pode ver de perto o Prêmio Nobel de Literatura.

Neruda morreu em 23 de setembro de 1973, dias após o golpe militar que depôs Salvador Allende e deu início à ditadura de Pinochet.

A casa foi vítima de atos de vandalismo após a queda do governo devido ao escritor ter sido um notório comunista. Mesmo com uma inundação causada por um canal destruído e todas as situações adversas não impediram Matilde de realizar em La Chascona o velório de Neruda como um ato de resistência à situação política do Chile.

A casa foi recuperada e Matilde viveu nela até sua morte em 1985. Hoje, a Fundação Pablo Neruda mantém La Chascona como museu – assim como as outras duas casas.

Quem vai a Santiago pode navegar por pedaço da alma de Neruda e de seus amores.

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