No início havia apenas o caos | a 1ª geração de deuses gregos

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Foi a partir do caos – o primeiro deus primordial segundo Hesíodo – que foram criados os restantes deuses.

Neste artigo, baseado nos textos de Yolanda Silva do Curso Online Mitologia Greco Romana, vamos ver como se organizava a primeira geração de deuses gregos.

INCLUI UM VÍDEO EXPLICATIVO

Mitologia Greco romanaFontes literárias

A iconografia e as principais fontes literárias para a iconografia do Panteão grego (sobretudo Homero e os Hinos Homéricos, Hesíodo, Pausânias), descrevem os deuses  de acordo com as funções (evoluindo de acordo com as gerações) e narram os mitos associados aos seus feitos e as suas principais histórias.

Teogonia de Hesíodo (texto em inglês)

 

A religião grega é politeísta e a organização dos deuses baseia-se em 3 gerações de deuses.

1ª Geração de deuses gregos

A primeira geração de deuses gregos  centra-se na  Cosmogonia ou mito da criação.

A partir do caos , segundo Hesíodo o primeiro deus primordial a surgir no universo, foram criados os restantes deuses. Os primeiros deuses nascidos de caos terão surgido por meio de cisão.

O poeta romano Ovídio foi o primeiro a atribuir a noção de desordem e confusão à divindade Caos.

Caos

Basílica de Santa Maria Maior – Giovan Francesco Capoferri –  ‘magnum chaos‘, 1524-31

2ª Geração de deuses gregos

Na segunda geração de deuses gregos estamos a focar-nos mais nos filhos dos Titãs e Titânides.

3ª Geração de deuses gregos

A nível do Panteão Grego, é importante referir que na 3ª geração  já não falamos apenas em Cosmogonia, em mitos de criação.

É aqui que começam a despontar os principais deuses que regem o dia a dia e a quem os cidadãos prestarão culto para conseguir favores na sua vida quotidiana.

Trata-se do surgimento dos 12 deuses olímpicos e demais deuses.

A criação dos deuses gregos e a organização do Panteão grego é deveras complexa.

Neste artigo vamos analisar a organização da primeira geração.

No início, havia apenas o Caos

Caos cria Geia, Eros, Érebo e Nix:

Geia , ou Gaia – a mãe terra.

Gaia Web

Anselm Feuerbach: Gaea (1875). pintura no teto da Academia de Belas Artes de Viena

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gaia_(mitologia)#/media/File:Feuerbach_Gaea.jpg

 

Eros – Segundo a teogonia de Hesíodo Eros era filho de Caos. É no entanto frequentemente representado como filho de Afrodite. Representa o amor e coesão e é representado como um jovem alado muito belo.

Eros

Eros ( ou Cupido no seu correspondente romano) Por Peter Paul Rubens, 1614 Antiga Pinacoteca, Munique

https://pt.wikipedia.org/wiki/Eros#/media/File:Rubens,_Peter_Paul_-_Cupid_(Eros)_Carves_the_Bow_-_1614.jpg

 

Érebo – representa a escuridão e as trevas

 

Nix – representa a noite

Nix

Adolphe Bourguereau | La Nuit | 1883

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nix#/media/File:William-Adolphe_Bouguereau_(1825-1905)_-_La_Nuit_(1883).

E a partir destes:

Comecemos por esquematizar a criação desta 1ª geração de deuses na apresentação seguinte:

Então:

– Eros permanecerá sem prógene,

– Geia cria Urano ( personificava o Céu), as Montanhas (ou Óreas) e Ponto ( o mar ),

– Geia numa relação com Posídon cria Caríbdis (representada como um turbilhão no mar),

– Geia e Urano criam os Titãs e as Titânides: Cronos, Reia, Oceano, Céu, Crio, Jápeto, Hiperíon, Tétis, Mnemósine, Teia, Febe e Témis.

– Érebo e Nix criam Éter ( o céu superior, assim diferente de Urano) e Hemera (personificava a luz do dia).

HEMERA

William Adolphe Bouguereau (1825-1905) Day (1881) Hemera

– Nix cria ainda (sem união) Moros (destino), Queres (representando a fatalidade), os gémeos Tanatos (personificava a morte) e Hipnos (o sono), Oniro (sonhos) , Oizos (personificava a tristeza) , Momos (sarcasmo ou ironia), Morfeu (um dos deuses dos sonhos) , Némesis (destino e vingança), Geras (velhice), Éris (discórdia), Caronte (o barqueiro do Hades) e as Parcas (Cloto, Láquesis e Atropos), estas tecem o destino e o fio da vida.

Geia e Ponto dão origem a Nereu (deus marinho) e aos Monstros (Na mitologia grega, os monstros proliferaram, abarcando criaturas cuja aparência variava muito. Podiam ser animais realmente existentes, aos quais se dava poderes extraordináriosPor vezes, a monstruosidade demonstrava-se de outros modos: gigantismo, a existência de alguma deformidade física (como no caso dos ciclopes, que tinham apenas um olho), a hibridez (a mais comum das monstruosidades) ou todas estas características juntas.

Quando Cronos mata o seu pai Urano, do sangue brotado do último nascem ainda: os Gigantes, as Erínias (Tisífone, Megera e Alecto) e Afrodite (deusa do amor e da beleza).

Aprenda mais sobre mitologia grega e romana e as suas representações na arte

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