ANTÍGONA SEPULTA POLINICE (1825), de Sébastien Norblin (1796-1884)

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Antígona sepulta o irmão, Polinice

Nesta obra Sebastien Norblin retrata a cena de Antígona sepultando o irmão embora sabendo que tal ato lhe custará a vida.

Autora: Rute Ferreira

 

Origem da história

Mais que uma representação do mito edipiano, a obra do polonês Sébastien Norblin retrata uma história que se tornou peça de teatro com Sofócles. Depois de ter descoberto que havia matado o pai e desposado a mãe, Édipo fura os olhos e passa a viver no deserto na companhia da filha, Antígona.

Posteriormente, os dois filhos-irmãos do ex-soberano de Tebas acabam por se matar em batalha.

A um deles, Etéocles, foi concedido um funeral honroso, pois lutara ao lado do vencedor, seu tio Creonte, ao passo que a Polinices foi negado enterro e qualquer tipo de honra.

A irmã dos rapazes, Antígona, desafiando o tio, resolveu dedicar o devido luto ao irmão morto – que no acordo entre os dois era, na época, o real ocupante do trono, visto que eles haviam combinado de reinar alternadamente.

Com a morte de ambos, o comando de Tebas ficou com o tio Creonte, que baixou um decreto, proibindo o funeral de Polinices.  O castigo seria a morte.

Ao desafiá-lo, Antígona selou o próprio destino – e ela sabia disso. Foi morta, fechando assim a tragédia da família de Laio.

A pintura de Sébastian Norblin

A pintura de Norblin é intensamente dramática.

Montanhas, um céu coberto de nuvens e um templo compõem o plano de fundo.  À esquerda da imagem, três soldados com capas em tons de vermelho se contrapõem ao corpo morto de Polinices, que repousa sobre um manto azul e tem à mostra seu tronco da cintura para cima.

A iluminação da esquerda para a direita evidencia, no centro da cena, a jovem Antígona, que usa um manto branco; ela tem o braço esquerdo puxado pelo soldado, ao passo que com o direito, continua derramando unguentos sobre o corpo do irmão.

Embora de joelhos, em meio a homens em maioria e com o dobro de seu tamanho, Antígona não demonstra medo.

Seu semblante não demonstra nenhum sinal de alarme em relação aos soldados, mas uma profunda tristeza por não conseguir prantear o seu irmão como era direito.

A mitologia clássica é um tema recorrente na História da Arte e mesmo que, em certos períodos da história ela tenha sido menos retratada (ou nem tenha sido) volta e meia estamos de cara com obras que reconstituem fatos da cultura e do imaginário greco-romano.

Não perca o vídeo sobre este tema que apresentamos abaixo.

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