Agentes bióticos
Quanto aos danos provocados por agentes bióticos podemos mencionar os danos provocados pelas bactérias, pelos fungos e pelos insetos xilófagos.
patologias na madeira | bactérias
Tratam-se de organismo unicelulares que provocam uma degradação menos significativa no suporte onde pousam, necessitando de uma grande quantidade de água para se instalarem sobre o material. Estes organismos são os colonizadores iniciais do material estando associados a contaminação com terra e pó.
Podem atuar em conjunto com fungos contribuindo para a degradação da madeira de maneira a remover os compostos mais tóxicos desta. Pode-se mencionar quatro papéis principais destes organismos no ataque à madeira:
- Afetam a permeabilidade da madeira, causando erosão e formação de pequenas cavidades sem grande perda de resistência;
- Afetam diretamente a madeira causando perdida de resistência;
- Atuam sem conjunto com os fungos causando degradação da madeira;
- Colonizadores passivos podendo ser antagonistas de outras populações de bactérias.
patologias na madeira | fungos
Os fungos são organismos que utilizam compostos orgânicos como fonte de energia.
Não atacam diretamente a madeira, o ataque dá-se através de enzimas que estes produzem criando membranas fibrosas que se introduzem pelas fissuras da madeira, desta maneira degradando-a.
Entre os fatores que mais influenciam o seu crescimento temos a temperatura, tendo como valores ótimos de crescimento entre os 23º e os 28º C. O teor de humidade é de grande importância e encontra-se os mínimos preferências entre os 20% e os 30%, próximo dos limites de saturação da madeira. Concentrações superiores a 40% representam níveis ótimos, facilitando a penetração fúngica pela abertura dos vasos capilares da madeira.
Estes organismos provocam vários tipos de patologias na madeira normalmente designados por podridão.
TIPOS DE PODRIDÃO
PODRIDÃO CASTANHA
Também conhecida por podridão seca, ainda que necessite de humidade para se desenvolver.
Encontra-se entre o tipo de degradação com maior risco, já que os seus efeitos são apenas visíveis num nível muito avançado de
degradação. As madeiras macias encontram-se entre as preferencialmente atacadas por este tipo de podridão.
O seu mecanismo de degradação consiste na erosão da microestrutura da madeira, aumentando a sua porosidade.
PODRIDÃO BRANCA
Mais frequente nas madeiras duras, a sua degradação dá-se em consequência da absorção da celulose, hemicelulose e lenhina.
Necessitando de um alto conteúdo de humidade, entre os 30% e os 60%, aparece principalmente, em madeiras rentes ao chão ou ao teto, tais como sarcófagos ou caixotões de igrejas.
O efeito obtido confere a madeira um aspeto de tom claro branqueado e fibroso, por vezes chegando a ser esponjoso ou laminado, em consequência da perda de lenhina, conservando-se a celulose, não abre fendas nem apresenta variações dimensionais do seu corpo, ainda que apresente um adelgaçamento das paredes celulares.
PODRIDÃO MOLE
São os fungos capazes de degradar a celulose e hemicelulose.
O seu mecanismo de degradação dá-se da superfície para o interior, prejudicando essencialmente os elementos mais finos, conferindo à madeira um amolecimento do seu corpo e um aspeto esponjoso.
Encontram-se preferencialmente em madeiras constantemente ensopadas, em condições de humidade Relativa muito alta, em madeiras em contacto com o chão como por exemplo em escavações arqueológicas e em madeiras enterradas, submersas ou em ambientes saturados de humidade.
patologias na madeira | inseto xilófago
Constituem a espécie de agentes bióticos mais presentes na degradação das madeiras, atacando-as desde a sua faze larval, crescimento e idade adulta perfurando a superfície do suporte.
O inseto xilófago inicia o seu ataque com a deposição dos ovos nos orifícios e fendas expostas da madeira que ao eclodirem para a
forma de larvas a enfraquecem ao torna-la não só uma fonte de alimento mas também de proteção, já que nesta fase o seu corpo é altamente sensível à luz e ao calor provocando a morte do inseto quando exposto a estas condições.
Nas estações da primavera e verão, entre Março e Agosto, o inseto emerge através de orifícios na superfície da madeira procedendo ao acasalamento, criando-se as condições necessária para a infestação de outras madeiras.
Das fases do ciclo de vida do inseto, é a fase larval a que mais danos causa na madeira, visto que é nesta fase que este se alimenta do seu substrato e se movimenta causando perda no material. Geralmente as larvas preferem a madeira mais branda.
Ao emergir, o inseto adulto escava orifícios na madeira roendo, normalmente, uma fina camada, até à superfície, não se alimentando do material, e deixando à mostra os orifícios característicos deste ataque.