Parte 2 – Iconografia Cristã | 3. Os primeiros símbolos do Cristianismo

Até ao ano 313, quando o Imperador Constantino legitimou a prática da religião Cristã no Império Romano, através do Édito de Milão, os primeiros Cristãos dissimulavam as suas práticas religiosas através da utilização de símbolos que os distinguiam entre si, fugindo, assim, às perseguições e martírios.

As catacumbas romanas dos séculos II e III documentam os primeiros séculos do Cristianismo, fornecendo-nos algumas informações importantes quanto aos símbolos mais utilizados nesta primeira fase da religião.

Com base nos relevos nelas encontrados, podemos observar que, durante bastante tempo, os símbolos mais habituais são a âncora, o tridente ou o navio, na medida em que são formas disfarçadas de fazer representar a cruz.

A par com as inscrições funerárias, os símbolos mais habitualmente encontrados são os que se seguem:

– monogramas como o Chi-Rho ou IHS,
– objectos comuns que substituem a Cruz, como a Âncora ou a Barca, já mencionados,
– o Bom Pastor e a figura do Orante,
– o Ichthus ou Ichthys,
– o Pavão e a Pomba,
– a Folha de Palma e a Vinha e Cachos de Uva,
– e, finalmente, bastante mais tarde, começam a representar, também, a própria Cruz.

 

Na apresentação  que se segue, fazemos uma análise sintética destes primeiros símbolos (de uso mais corrente), e dos seus significados. (disponível para download no separador “Para Saber Mais”)

 

 

 

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